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A concordata da Chrysler e a aliança com a Fiat podem trazer desdobramentos ainda incertos e bem além da América do Norte. Existia esperança de um acordo com os credores de bônus da empresa americana para evitar os tribunais. Como não ocorreu, a previsão é que entre 30 e 60 dias surja uma nova empresa. O principal acionista seria o sindicado dos trabalhadores com 55%; a Fiat, 20%; os governos americano e canadense, 10%; e os credores, o restante.

A maioria dos analistas locais tende ao ceticismo. Estranham o conflito de interesses, pois o sindicato também representa os metalúrgicos da GM e da Ford. Relembram que a Studebaker, em 1933, foi a única marca a sobreviver à concordata, mas acabou desaparecendo. Associações entre americanos e europeus nunca deram certo nos EUA: AMC e Renault, além da própria Chrysler com a Daimler (desfeita em 2007).

A Fiat afirma que não colocará dinheiro vivo – mesmo porque enfrenta seus próprios problemas –, limitando-se a ceder tecnologia, produtos e apoio em gestão. Isso, porém, gera custos e o cronograma conspira contra. Podem passar dois ou três anos até o primeiro modelo sair das instalações no México. Seria tarde demais.

Para Rexford Parker, ex-diretor da consultoria californiana Auto Pacific, “o acordo foi feito mais para tentar evitar o desemprego de 30.000 pessoas, de uma só vez, além de outros milhares em cadeia. Concebido até com certa inocência, será difícil resistir até o fim do ano. Faltou perguntar aos compradores o que desejam adquirir da nova Chrysler, no futuro. Já a Fiat saiu daqui 25 anos atrás com imagem abalada”. Persistem dúvidas se os americanos realmente pretendam migrar para carros menores.

Aparentemente, a empresa italiana pouco perderia, além do tempo escasso dos executivos e trabalho de engenharia. De outro lado, teria acesso a picapes e utilitários que lhe fazem falta no Brasil. Ocorre, de fato, que a Fiat precisa mudar seu porte atual: fabrica apenas 2,5 milhões de unidades/ano. Na Itália quase 70% das vendas são de concorrentes importados e, assim, não alcança escalas de produção. O grande salto seria se associar à sufocada Opel, que o executivo Sergio Marchionne colocou entre as prioridades, negociando com a GM. Existem, porém, resistências sindicais na Alemanha, na Itália e até entraves políticos, fora outros candidatos à Opel.

Há quem interprete a estratégia do ítalo-canadense como tentativa de aproveitar oportunidades. Outros atribuem esses movimentos apenas ao seu estilo agitado, a exemplo do ensaio de aproximação, sem sucesso, com a Peugeot-Citroën. Também duvidam do fôlego financeiro, embora rumores apontem que a Fiat separaria as unidades de tratores (CNH) e de veículos comerciais (Iveco). Estas representam cerca de dois terços do faturamento do grupo e são rentáveis.

Marchionne acha, ainda, que a subsidiária brasileira da GM, pelos laços técnicos com a Opel, poderia entrar no negócio tripartite, formando conglomerado entre os três maiores do mundo. Caso confirmado, e mais a situação final da GM nos EUA – tudo por acontecer nos próximos 30 dias –, mostra potencial de reviravolta jamais visto na história da indústria em tão poucos meses.

RODA VIVA

PRIMEIRAS bombas de etanol em postos foram inauguradas há trinta anos, em 4 de maio de 1979. Em 2 de julho do mesmo ano, rodou o primeiro carro homologado de série, o Fiat 147, apenas para frotas oficiais. Vendas ao público só começaram em 1980, marcando a era do combustível vegetal como alternativa viável, apenas cinco anos depois de lançamento do Proálcool.

PARTICIPAÇÃO de automóveis de passageiros a diesel vendidos na Argentina caiu de 19% para 12%, em 2008 contra 2007. Grande preferência pela gasolina ocorre pela baixa qualidade do diesel, de alto teor de enxofre, que impede a venda de motores mais modernos de baixo índice de emissões. Diesel bom existe lá, mas é caro e encontrado em poucos postos.
PASSAT CC é um cupê de quatro portas e se impõe pelo estilo atraente. Alia classe, acabamento e equipamentos diferenciados como o teto solar não-deslizante. Silêncio a bordo é outro destaque. Além de tração 4×4, versão vendida aqui possui exclusivo V-6, de 3,6 litros/300 cv e injeção direta. Forma perfeito conjunto com o câmbio automático de trocas super-rápidas.

QUALIDADES surpreendentes de dirigibilidade, sensação de solidez e ótima posição ao volante chamam atenção no VW Tiguan. Utilitário esporte construído sobre arquitetura do Golf V, adota tração 4×4 permanente e motor de 2 litros/200 cv com turbocompressor de notável progressividade. Câmbio automático convencional tem seleção manual e 6 marchas.

EMPRESA de Piracicaba – Iapa – lançou serviço de biópsia mecânica. A partir de análise técnica do óleo, à semelhança do exame de sangue em humanos, é possível por meio de microscópio e outros equipamentos avaliar a saúde do motor. Tabelas referenciais indicam condições reais e estimativa de sua vida útil.

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