Hummer

Quem achou que a Hummer iria ficar apenas nos Jipões, se enganou. A marca acaba de lançar no mercado norte-americano seu mais novo modelo, o H3T Alpha. Trata-se da versão pick-up do modelo H3, e este competirá com modelos como  Dodge Ram, Ford F-150 e Suzuki Equator.

Inicialmente o modelo contará apenas com um motor V8, e mais tarde será implantado um V6. Pelas fotos podemos ver um modelo sem muitas novidades, com exceção da caçamba traseira, e ao que tudo indica poderá transportar mais peso frente aos seus concorrentes, um argumento bom para agradar os clientes. Isto sem falar do conforto a bordo e da robustez do veiculo.

Internamente o modelo segue a mesmo padrão dos demais modelos da marca, mas com diferenças sutis. Numa época de crise mundial, carros encalhados nos pátios das montadoras devido a crise financeira que algumas, acho que não foi uma boa ter lançado esse modelo, ainda mais com um motor que bebe muito. Mas quem dita mesmo as regras é o mercado, e por isso temos que esperar o que ele nos dirá nos próximos meses.

Hummer H3T

Por: Paulo J Fernandes

Audi R8

Como era de se esperar a Audi acaba de revelar imagens do esportivo R8 V10 5.2 FSI de 525 cv, o mesmo utilizado pelo Lamborghini Gallardo.
O modelo será uma das maiores atrações do Salão de Detroit no próximo mês. Sonho de muitos mortais, o modelo mostrado, veio “trajado” em um tom de vermelho de deixar qualquer ferrarista babando.
Outra cor disponível é o branco E a cor lhe caiu muito bem, pois temos visto até o momento, prata e preto.

Audi V10

As rodas são exclusivas de 20 polegadas e de novo desenho.
O interior não há mudanças profundas, mesmo assim continua impecável.
Os preços ainda não foram divulgados, mas tudo indica que será mais caro que o V8. Não há previsão de quando chegará ao Brasil, mas especula-se que no final de 2009 ou em meados de 2010.

 

Muito já se comentou nesta coluna sobre a importância da inspeção técnica veicular (ITV). É inadmissível que o Brasil com cerca de 27 milhões de autoveículos e 7 milhões de motocicletas (cálculos estatísticos do Sindipeças e Anfavea) nem mesmo consiga ter informações oficiais sobre a frota real. Segundo o Denatran são mais de 45 milhões, algo fora da realidade porque poucos suportam a burocracia de registrar o fim da vida de um veículo. Todas as estatísticas de trânsito ficam distorcidas, inclusive a de mortos e feridos em acidentes: o divisor maior mascara a realidade.

Entre os 15 países com maiores frotas, apenas o Brasil e a Rússia deixaram de implantar esse serviço capaz de melhorar segurança, poluição e fluidez do trânsito ao mesmo tempo. Só o Estado do Rio de Janeiro, com inspeção precária e cara, e o município de São Paulo (restrito a emissões) providenciaram algum controle. Há iniciativas nobres, como as campanhas Carro 100% e Caminhão 100%, do Grupo de Manutenção Automotiva, mas com abrangência restrita pelas limitações naturais previsíveis.

Antes, porém, de implantar a ITV seria necessário agir mais rápido num programa de reciclagem e reaproveitamento de peças e sucata. Trata-se de ações complementares de grande importância. A reciclagem de pneus já está estabelecida por lei desde 2002 e praticamente nada existe sobre a de veículos. Na Europa, EUA e Japão os fabricantes identificam mais de 95% das 5.000 peças que compõem, em média, um automóvel para facilitar os programas existentes de reaproveitamento e destinação final de componentes. Em alguns países já se começa a prever que as fábricas de veículos participem do processo num ensaio para futuras exigências, semelhante ao que acontece com pneus.

Recentemente se realizou em São Paulo um congresso internacional de negócios da indústria de reciclagem de sucatas. O sindicato do setor ressaltou que uma pequena parte de quase 8 milhões de toneladas mensais de sucata ferrosa e não-ferrosa no Estado tem origem em veículos. Poderia ser muito mais, pois até 75% de um carro é composto por ligas metálicas.

Criar linhas de desmontagem e reciclagem interessa e bem além da indústria de sucatas. Torna-se suporte indispensável para uma política séria de renovação de frota ajustada à ITV. Por outro lado, empresas especializadas poderiam classificar e reaproveitar componentes sem danos mesmo em veículos acidentados com perda total (PT). O conceito de PT, criado pelas seguradoras, refere-se à extensão do prejuízo em carros cujo valor de mercado não compensa a recuperação com peças novas. Em alguns países da Europa e mesmo na Argentina esse processo permite vender componentes salvados com até 50% de desconto.

É necessário uma legislação específica e que, ao mesmo tempo, regulasse a suspeitíssima atividade de desmanches. Estima-se que em torno de 30% dos veículos furtados e roubados, sem recuperação pela polícia, desaparecem em desmanches clandestinos ou não. A “eficiência” dos desmontadores chega a impressionar.

Como se vê, controlar a cultura do desperdício traria vantagens inequívocas em vários setores da cadeia automobilística, com benefícios para todos.

 

 

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