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ESTRESSE A MENOS

O tráfego pesado tem obrigado os fabricantes de veículos a introduzir novos e cada vez mais sofisticados dispositivos de assistência ao motorista. A preocupação começa ao manobrar de ré para sair de uma vaga na rua, garagem ou estacionamento. Existe o receio de retroceder sem ter certeza do que se aproxima. O motorista acaba por torcer o pescoço para ver melhor – muitas vezes sem sucesso – ou se move lentamente, com insegurança.
Nos países de enorme taxa de motorização é fácil lançar novidades, pelo maior poder aquisitivo da população. A Ford americana decidiu atacar o problema de visibilidade durante manobras. Vai colocar de série, paulatinamente, novo dispositivo que se junta aos sensores de distância nos pára-choques e à câmera para visão traseira (esta de série em modelos caros). O sistema baseia-se em radar, em dois módulos, um em cada lado da carroceria.
Os feixes de radar identificam quando outro veículo entra numa zona de ponto cego. De imediato uma luz de advertência acende no espelho retrovisor, do lado de onde vem a situação de risco, além do alarme sonoro. Esse novo recurso de detecção de um carro ou pessoa se aproximando atua automaticamente, sempre que se engata a marcha à ré e alcança 25 metros de cada lado. Também funciona mesmo que se saia da vaga em diagonal, não se limitando ao tráfego circulando a 90 graus, ao contrário dos sistemas atuais que têm limitações de alcance lateral.
Mas, como ninguém é de ferro, a indústria também quer aliviar o trabalho de estacionar. A Citroën oferece no Grand C4 Picasso um medidor de espaço de vaga. Aperta-se um botão e após passar pelo espaço entre dois carros, paralelos à guia (ou meio-fio), vem o diagnóstico, no painel: estacionamento possível, difícil ou não-aconselhado.
A Volkswagen foi além e disponibiliza como opcional no Touran, Tiguan e Passat um sistema de estacionamento semi-automático para vagas paralelas ao veículo. Ao apertar de um botão, os cálculos são feitos por computador que comanda a direção, sem o motorista precisar tocar no volante. Sua única função é acelerar e frear, seguindo instruções.
A evolução desse dispositivo é o sonho de muitas (e muitos) motoristas. A VW apresentou no recente Salão de Hannover, Alemanha, ainda em nível de protótipo, a automatização completa das manobras de estacionamento perpendiculares à guia. Neste caso, pode-se sair do automóvel e, a distância, manusear botões no chaveiro. O carro estaciona sozinho. Como as vagas em grandes áreas são, em geral, desse tipo e muitas vezes apertadas, é comum, após conseguir estacionar com sacrifício, o ocupante passar por sessões de contorcionismo para entrar ou sair do veículo. Fora os inevitáveis esbarrões de portas contra as laterais dos carros ao lado.
Desse estresse, no futuro breve, ficaremos livres, desde que se possa pagar o preço, ainda indefinido.

RODA VIVA

EMBORA com atraso superior ao esperado, picape Strada 2009 encontrou soluções que marcam a quarta geração sem aumento de preço sensível. São modificações coerentes: tampa da caçamba removível (com chave para evitar furtos), apoios de pé traseiros e laterais para facilitar acesso à caçamba e possibilidade de fixar o estepe dentro ou fora da cabine estendida (antes possível só na cabine simples).
VERSÃO Adventure Locker recebeu molduras de caixa de rodas exclusivas, diferentes das utilizadas na station, e estribos robustos. Sistema de bloqueio mecânico do diferencial por comando eletrônico é igual. A Strada consegue se safar de algumas situações de fora de estrada, quando uma roda perde tração. Mas o motorista tem de lembrar de pisar no freio, antes de apertar o botão no painel.
PACOTE de equipamentos e acabamento alinha-se à família Palio. Na pickup faz ainda mais falta um apoio para o pé esquerdo, junto à caixa de roda interna. Apesar da maior distância ao solo da Adventure, os novos amortecedores com molas internas dão conta do recado, considerando ainda a suspensão traseira da pickup voltada ao trabalho, menos elaborada que a da station.
BMW X6 impressiona por soluções avançadas, além de ser um crossover 4×4 diferente de tudo. Misto de utilitário esporte e cupê de quatro lugares, guarda uma preciosidade: um dos poucos motores 6-cilindros em linha restantes no mundo. Dois turbocompressores trabalham de forma independente e garantem 306 cv. Quintessência na distribuição de torque no eixo traseiro garante dirigibilidade excepcional, em qualquer situação.
OUTRO crossover, porém com proposta bastante familiar (5 + 2 lugares), é o Dodge Journey. Vem do México, sem imposto de importação. Por isso, pode oferece um V6 de 185 cv por R$ 99.000,00. Suspensão independente nas quatro rodas permite rodar típico de sedã moderno, mesmo com 4,88 m de comprimento. Câmbio automático de seis marchas consente viajar com baixo nível de ruído.
CORREÇÃO: novo Gol estendeu a troca de óleo de 10.000 para 15.000 km (números saíram invertidos na coluna anterior.)

Categoria: Fernando Calmon

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