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TODOS DE OLHO GRANDE

A grande expansão de vendas do mercado brasileiro, a partir de 2004, está viabilizando segmentos anteriormente com pouca oferta de modelos. Um deles é o de utilitários esporte médios que cresceu quase 100% nos primeiros sete meses do ano, em relação a 2007. No ano atingirá cerca de 20.000 unidades, menos de 1% do mercado de veículos de passageiros, porém a lucratividade atrai novos protagonistas.

Produtos mexicanos serão cada vez mais atraentes no Brasil, pois o acordo comercial elimina o imposto de importação. A maioria dos modelos lá fabricados está voltada, ainda, para os EUA. Mas o cenário vai mudar com o perfil de veículos menores, no momento exigido pelos americanos. Aqui a Ford foi a primeira a se beneficiar, com o Fusion. E a GM traz agora o utilitário esporte Chevrolet Captiva. Insere no segmento um preço atraente – entre R$ 93.000,00 (4×2) e R$ 100.000,00 (4×4 por demanda) –, ao se considerar seu motor V6 de alumínio de 261 cv, o mais barato do mercado. E há ainda um 4-cilindros/2,4L/170 cv, que também poderia ser oferecido em 2009.

Com 4,57 m de comprimento (menos que o Vectra) e entreeixos de 2,71 m, o Captiva oferece bom espaço interno e estaciona sem dificuldade. O estilo é equilibrado, capaz de agradar em diferentes mercados. A qualidade dos materiais do interior, os equipamentos de série (controlador de cruzeiro, ar-condicionado digital, redes duplas no porta-malas, etc.) e os recursos de segurança (seis airbags, controle de trajetória, monitor de pressão dos pneus) o tornam um modelo muito competitivo frente aos concorrentes – do Tucson ao Hilux SW4 (em breve com motor a gasolina). Fazem falta computador de bordo e regulagem de distância do volante.

Câmbio automático de seis marchas, com comando seqüencial, permite rodar a 120 km/h a apenas 2.000 rpm. O motor tem potência e torque (33 kgf.m) de sobra. A unidade avaliada só com tração dianteira, em Los Cabos, México, mostrava uma breve instabilidade direcional ao se arrancar com firmeza, mas a GM garante que na versão adquirida aqui isso desaparece. O Captiva tem potencial de conquistar, facilmente, até 50% de participação no segmento, inclusive pela capilaridade dos 550 distribuidores da marca.

O outro extremo do mercado também terá novidades. Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, em viagem ao Brasil admitiu pela primeira vez que poderá lançar aqui um modelo de menos de US$ 10 mil (R$ 16 mil, sem impostos), baseado no que está sendo desenvolvido com o fabricante indiano Bajaj. “Não igual, porque a legislação e o estágio de exigência dos compradores são diferentes. Todos têm o desejo em comum de adquirir um automóvel novo. Hoje, inclusive, o carro nacional mais barato, embora antigo, já custa R$ 16.000,00 sem impostos”, analisou.

Como todos os fabricantes mundiais estão de olho grande no crescimento do nosso mercado, a Nissan fabricará seu primeiro automóvel brasileiro, o monovolume Livina, de 5 e 7 lugares, sobre a arquitetura dos compactos anabolizados Logan/Sandero. Para confirmar a regra, a Suzuki volta ao Brasil depois de cinco anos, inicialmente como importadora. Não seria surpresa se também produzisse.

RODA VIVA

MODA aventureira continua a ter novos seguidores. Renault confirmou, para outubro, o Sandero Stepway com a fórmula suspensão elevada-adereços de praxe. Como a Fiat se deu a liberdade de classificar a station Palio Adventure Locker como “SUV light”, a Renault classifica o Stepway de “modelo estilo crossover”. Crossover não é estilo, mas um tipo de carroceria, bem diferente…

BOA iniciativa da Anfavea ao organizar o seminário “Desafio da Mobilidade Urbana”, semana passada, em São Paulo, SP. Tema está longe ser levado a sério no Brasil, além de idéias simplistas de excesso de carros nas ruas. Quase nada de recursos de informática se aplica, nem mesmo painéis eletrônicos informativos. No futuro, pedágio urbano pode até ser considerado. Antes, há muito por fazer.

SEM os enfeites de aventura e suspensões na altura normal, a station Palio Weekend ELX destaca-se pelas linhas – o melhor trabalho dos estilistas de Betim, MG até o momento –, além do espaçoso porta-malas. Pena que agora já não é mais possível a opção do motor de 1,8 L/114 cv (etanol). Em cidade, o motor de 1,4 L/85 cv dá conta do recado, porém carregada, na estrada, deixa bem a desejar.

IDENTIFICAR álcool (etílico) como etanol é o primeiro passo, considerado pelos produtores nacionais, para torná-lo matéria-prima cotada em bolsa e preço estável. Não se trata apenas de trocar o nome nos postos de abastecimento. Há necessidade de especificação físico-química mundial do produto. Brasil e EUA começam a acertar os ponteiros nesse rumo. Muito bom.

RESOLVIDO o imbróglio das novas placas de identificação que não encaixam nos pára-choques de alguns modelos. Contran autorizou dimensões até 15% menores que o padrão, nesses casos. Com um pouco mais de atenção, poderia ter-se evitado esse estorvo regulatório desnecessário.

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