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SEGURANÇA NUNCA É POUCO

Trânsito nas grandes cidades e segurança veicular são temas interligados e estão na pauta do dia. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou, em São Paulo, um seminário para discutir problemas e soluções. A Inspeção Técnica Veicular (ITV), por exemplo, está em discussão há exatos 20 anos. Até hoje se limita a algo superficial no estado do Rio de Janeiro e, em 2009, apenas verificação de emissões no município de São Paulo.

Grandes congestionamentos, afirma o professor e especialista Jaime Waisman, não vão parar nenhuma cidade. O trânsito fica mais lento, porém a sociedade acaba por encontrar saídas. Planejamento, verbas de engenharia não-repassadas, aspectos educativos e culturais (carona) e investimentos em transporte sobre trilhos deveriam estar na linha de frente, entre outros.

César Urnhani, da Pirelli, destacou a importância da condução eficiente. Usando menos câmbio e freio, o motorista economiza, além de lidar melhor com o trânsito. Carlo Gibran, da Bosch, mostrou que Japão, União Européia, EUA e até a China têm compromissos formais e metas de redução de mortes em acidentes. A maioria das colisões seria evitada se o motorista reagisse meio segundo antes. Para tal, a assistência eletrônica permitirá em breve a visão periférica permanente de 360 graus, além de atuar sobre freios e direção de forma automática.

Estudos nos EUA reafirmam a importância dos cintos de segurança. Eles reduzem o risco de morte em 50% e, associados aos airbags, aumentam as chances de sobrevivência em mais 26%. O simples sistema de alerta de uso dos cintos poupou 5% das vidas. Para conscientizar as pessoas no Brasil, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) anunciará, no final do mês, um novo índice para os carros. Segundo Sérgio Fabiano, o objetivo é criar uma classificação ponderada de itens oferecidos de segurança ativa, passiva e patrimonial.

Orlando Silva, do Denatran, listou as regulamentações de vários dispositivos nos últimos dois anos. Reafirmou que faróis de xenônio não poderão ser simplesmente adaptados, a partir de janeiro de 2009. Haverá procedimento rigoroso a cumprir. Continuam em análise a obrigatoriedade de freios ABS, encosto de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central do banco traseiro e pré-tensionadores dos cintos dianteiros.

Ivan Lelis, da Philips, frisou o risco de acidente à noite três vezes maior do que o dia. Ainda assim, normas de potência elétrica das lâmpadas, linha de corte dos fachos e temperatura de cor (super branca melhor que azul, irresponsavelmente na moda) precisam ser seguidas. Kits de adaptação de lâmpadas de xenônio são liberados no Japão, mas proibidos na Europa e no Brasil.

Dispositivos de comunicação por Bluetooth (sem fio) para conversação com telefones celulares, mantendo as mãos livres do motorista, foram mostrados por Luiz Sales, da Motorola. A maioria dos países permite o seu uso, apesar de alegações polêmicas sobre distração. O fato é que há outros fatores bem mais perigosos envolvendo a falta de atenção, como cansaço e sonolência.

No total, mais de sete horas de palestras e debates deram o tom: nunca é pouco discutir segurança.

RODA VIVA

DEPOIS de novos recordes de produção e vendas em julho – no mês e no acumulado do ano –, a Anfavea confirmou: Brasil é o sexto maior produtor, posição nunca ocupada no ranking mundial. Quanto ao mercado interno, a entidade depende de dados da Rússia. Esse país, como o Brasil, integra a OICA (Organização Internacional dos Construtores Automobilísticos), mas sua estatística de emplacamentos é imprecisa.

AINDA sobre ranking. Na Europa, de acordo com Jato do Brasil Informações Automotivas, compilando números da matriz inglesa, eis os mais vendidos no primeiro semestre: Golf, Peugeot 207, Focus, Clio, Corsa, Astra, Fiesta, Punto, Polo e BMW Série 3. Dos 10, nove são fabricados aqui (só Punto e Polo alinhados ao que se faz lá) e a classificação, bastante diferente. Focus, agora em setembro, também estará alinhado.

CITROËN C3 recebeu retoques para o ano-modelo 2009. Aproximou-se do modelo francês que, aliás, mudou quase nada desde 2001 (o novo está por chegar). Quadro de instrumentos é a principal diferença, maior na versão européia. Seguiu a tendência e agregou ar-condicionado digital, sensores de chuva e iluminação (versão Exclusive), sem reajustar preços.

REVERTENDO a tendência – para o lado bom – novo Gol voltou a ter intervalo de troca de óleo de 10.000 km, em vez de 15.000 km (ou um ano). Muitos fabricantes encurtaram esse período, ao alegar problemas com combustível adulterado. Desconfia-se, porém, que a intenção era (e é) melhorar o fluxo de clientes nas oficinas autorizadas. Quem falhar, perde a garantia.

PAULO Rollo compilou 23 anos nas estradas, onde rodou quase 1,5 milhão de km por 71 países, no livro Volta ao Mundo em 8.000 Dias. Com 232 páginas, centenas de fotos selecionadas e um DVD a publicação pode ser adquirida pela internet, no site http://www.paulorollo.com .

por: Fernando Calmon

Categoria: Colunistas

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