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O NOVO LUXO

Entre as mudanças marcantes do mercado brasileiro, o segmento de luxo vem surpreendendo. Hoje, há mais de 50 modelos com preço superior a US$ 80.000 (cerca de R$ 160.000,00) e as vendas no período 2006-2009 terão crescido 100%, segundo projeções dos fabricantes. A Ford detectou que, além da ostentação do luxo tradicional, começa a sobressair o estilo de vida como novo marco dos endinheirados. Menos chamativo, porém com muita disposição para gastar.

Outra referência, uma tendência internacional, é o avanço dos crossovers. O neologismo, sem tradução direta para o português, significa um desenho de carroceria que mescla diferentes formas. Em geral, crossover mistura traços de um utilitário esporte com station wagons ou hatches e sedãs tradicionais. O sedã-cupê de quatro portas seria um exemplo menos purista. Na realidade, esse tipo de carroceria é uma resposta da indústria ao utilitário esporte tradicional, procurando agregar elementos mecânicos e arquitetura dos automóveis, inclusive centro de gravidade mais baixo e consumo menor.

No Brasil, Nissan Murano, Dodge Journey, Mitsubishi Airtrek e o Volvo XC60 (em 2009) são crossovers típicos, todos importados, mas em segmentos de preço diferentes. Nesse contexto, a Ford começa a vender, para entrega em dezembro, o Edge por R$ 150.000,00, em versão única, com motor a gasolina V6/3,5 l/269 cv. Vindo do Canadá, fica sujeito ao imposto de importação (II) de 35%. Seu preço também mistura os concorrentes diretos. A empresa citou três utilitários esporte tradicionais: Toyota Hilux SW4, Hyundai Vera Cruz e Mitsubishi Pajero Full. O Hilux, em breve também a gasolina, é o rival mais forte porque chega da Argentina sem II.

O Edge reúne os ingredientes de um crossover para o mercado de luxo: arquitetura do sedã mexicano Fusion, linha de cintura alta e área envidraçada menor. É 10 cm mais baixo que o Hilux e tem 12 cm menos de altura que o Pajero. O entreeixos de 2,82 m proporciona amplo espaço para as pernas atrás, mas o assoalho elevado implica um ângulo desfavorável entre quadril e joelho, como se repete em todos os veículos desse tipo. O encosto bipartido reclinável ameniza esse desconforto.

Há uma longa lista de itens de série. Abertura elétrica da tampa do porta-malas (908 litros, até o teto, mas sem cobertura) com sistema antiesmagamento, rebatimento elétrico do banco traseiro, sistema de áudio de alto nível, tela de LCD (6,5 pol) com comando por toque, comandos por voz, e navegador GPS (mapas de cidades brasileiras estarão disponíveis), entre outros. Único opcional é o teto solar duplo, de vidro.

Com 1,92 m de largura, o Edge pode ser conduzido sem sustos e a tração 4×4 temporária (engatável de forma automática sob demanda) tem previsível bom desempenho no uso fora de estrada moderado. As suspensões são independentes nas quatro rodas (18 pol de diâmetro). Além do tradicional controle eletrônico de trajetória, há também sensores de inclinação excessiva da carroceria que comandam atuação sobre os freios das rodas externas às curvas, evitando a maioria dos casos de capotagem.

O Edge mostra que as marcas americanas ainda são concorrentes de peso nesse segmento.

 

RODA VIVA

 

NOVO Scénic francês terá estilo tão ousado como o Mégane III. Afinal, o C4 Picasso, principal concorrente, confirma trajetória de sucesso na Europa. No entanto, é possível que a Renault não o produza aqui, pois o Nissan Livina já está confirmado para a fábrica de São José dos Pinhais (PR). Aparentemente, o mercado de monovolumes médios seria pequeno para dois produtos.

VISITA do presidente da Mitsubishi, Osamu Masuko, é indicador de que a empresa quer ampliar presença no Brasil. Grupo Souza Ramos, que fabrica picapes e utilitários em Catalão (GO), continuará a parceria iniciada há 10 anos. Nada impede que a marca japonesa produza em outra unidade, com investimento próprio, um compacto novo. Masuko admitiu estudos, sem pormenores.

QUATRO meses depois de lançado no Peugeot 307, motor flex de 2 litros de 143/151 cv chega ao Citroën C4 Flex com câmbio automático (versão manual, no início de 2009). Com álcool, o motor ganhou 8 cv ou 7% a mais de potência, sem alterar a taxa de compressão. As marcas francesas ainda precisam evoluir: aumento da taxa significa mais torque e menor consumo de álcool.

ENCOLHIMENTO das vendas traz problemas internos aos fabricantes. Algumas das atribuições da engenharia da GM na Alemanha podem ser transferidas para os EUA. O fato é que carros médios europeus, nessa nova fase de economia de combustível, agora atraem compradores americanos. Pode causar desemprego na Opel. No Brasil, nada muda.

ESTIMATIVA da Bridgestone Firestone aponta expansão da prática brasileira de utilizar conserto provisório (o conhecido macarrão) no lugar do definitivo (reparo a quente), no evento de pneu furado. O fabricante recomenda enfaticamente: conserto definitivo deve ser feito logo que possível para garantir segurança.

Categoria: Fernando Calmon

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