
O Grande Punto foi um dos responsáveis por tirar a Fiat de uma das piores crises de sua história. Na Europa, o modelo é sucesso de público desde 2005 e obteve o mesmo êxito assim que desembarcou no país um ano depois.
Quatro anos depois de seu lançamento no Velho Continente, o hatch passa por sua primeira reestilização, com estreia prevista para o Salão de Frankfurt. As mudanças se concentram na dianteira, que ostenta uma grade parecida com a do compacto retrô Cinquecento. O para-choque também exibe linhas mais agressivas, com destaque para a entrada de ar.
Já a traseira possui lanternas com nova disposição de luzes e um novo para-choque, mais esportivo do que o anterior. O interior está mais requintado, com formas que lembram bastante o médio Bravo. O novo sistema Blue&Me inclui GPS e controles do telefone celular, que podem ser acessados por meio de uma tela sensível ao toque.
Os motores a gasolina contam com a tecnologia MultiAir, que controla a admissão de ar e resulta em mais potência, torque e menor emissão de poluentes, além de mais economia. Freios com sistema anti-travamento (ABS) e sete airbags – incluindo uma bolsa inflável para proteção dos joelhos – completam o pacote de itens de série.
O Punto Evo chega às concessionárias européias na segunda quinzena de outubro. Ainda não se sabe quando as mudanças devem chegar ao país.
Fonte: Motorhaus

Fonte: Motor Notícias, Quebarato

A maioria dos analistas locais tende ao ceticismo. Estranham o conflito de interesses, pois o sindicato também representa os metalúrgicos da GM e da Ford. Relembram que a Studebaker, em 1933, foi a única marca a sobreviver à concordata, mas acabou desaparecendo. Associações entre americanos e europeus nunca deram certo nos EUA: AMC e Renault, além da própria Chrysler com a Daimler (desfeita em 2007).
A Fiat afirma que não colocará dinheiro vivo – mesmo porque enfrenta seus próprios problemas –, limitando-se a ceder tecnologia, produtos e apoio em gestão. Isso, porém, gera custos e o cronograma conspira contra. Podem passar dois ou três anos até o primeiro modelo sair das instalações no México. Seria tarde demais.
Para Rexford Parker, ex-diretor da consultoria californiana Auto Pacific, “o acordo foi feito mais para tentar evitar o desemprego de 30.000 pessoas, de uma só vez, além de outros milhares em cadeia. Concebido até com certa inocência, será difícil resistir até o fim do ano. Faltou perguntar aos compradores o que desejam adquirir da nova Chrysler, no futuro. Já a Fiat saiu daqui 25 anos atrás com imagem abalada”. Persistem dúvidas se os americanos realmente pretendam migrar para carros menores.
Aparentemente, a empresa italiana pouco perderia, além do tempo escasso dos executivos e trabalho de engenharia. De outro lado, teria acesso a picapes e utilitários que lhe fazem falta no Brasil. Ocorre, de fato, que a Fiat precisa mudar seu porte atual: fabrica apenas 2,5 milhões de unidades/ano. Na Itália quase 70% das vendas são de concorrentes importados e, assim, não alcança escalas de produção. O grande salto seria se associar à sufocada Opel, que o executivo Sergio Marchionne colocou entre as prioridades, negociando com a GM. Existem, porém, resistências sindicais na Alemanha, na Itália e até entraves políticos, fora outros candidatos à Opel.
Há quem interprete a estratégia do ítalo-canadense como tentativa de aproveitar oportunidades. Outros atribuem esses movimentos apenas ao seu estilo agitado, a exemplo do ensaio de aproximação, sem sucesso, com a Peugeot-Citroën. Também duvidam do fôlego financeiro, embora rumores apontem que a Fiat separaria as unidades de tratores (CNH) e de veículos comerciais (Iveco). Estas representam cerca de dois terços do faturamento do grupo e são rentáveis.
Marchionne acha, ainda, que a subsidiária brasileira da GM, pelos laços técnicos com a Opel, poderia entrar no negócio tripartite, formando conglomerado entre os três maiores do mundo. Caso confirmado, e mais a situação final da GM nos EUA – tudo por acontecer nos próximos 30 dias –, mostra potencial de reviravolta jamais visto na história da indústria em tão poucos meses.

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Em época de poucas novidades, a Fiat continua apresentando seus lançamentos em ritmo de conta-gotas. Após revelar a linha 2010 do Palio Fire Economy e do Palio, agora a montadora anuncia a adoção de novos motores na linha Fire de Siena e Strada.
O sedã ganha o mesmo motor utilizado no Siena ELX, com 73 cv se abastecido com gasolina e 75 cv quando movido a álcool. De acordo com a marca, o motor é mais potente e econômico, e já atende às normas de emissões de poluentes do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). Direção hidráulica e brake-light são alguns dos itens de série do Siena Fire, também vendido como modelo 2010.
Já a Strada Fire também ganhou coração novo. Com o mesmo propulsor presente na Strada Trekking, o carro passa a ter 85 cv com gasolina e 86 cv com álcool. Oferecida nas carrocerias simples e estendida, a picape será vendida com direção hidráulica de série, mas apenas para a cabine estendida.
Por: Vitor Motorhaus